segunda-feira, 4 de junho de 2012

Dark Radio

 

Confiram o site dessa Web Radio com uma programação muito foda, alem de notícias e resenhas de Cds e shows.

 

Confiram parte da programação da radio:

 

Acessem: http://www.darkradio.com.br

 

Sentimento Underground – segunda-feira (19:00 as 22:00)

O programa que visa manter sempre acesas as antigas chamas do underground. Apresentado por Daniel Aghehost, você ouvirá demos, lançamentos, sons ao vivo e muito mais de bandas que valorizam o verdadeiro sentimento underground

 

Controle de Qualidade – Domingo (00:00 as 02:00) - terça-feira (22:00 as 23:55) - quarta-feira (00:00 as 01:00)

Os principais lançamentos do Heavy Metal, do Mainstream ao Underground, sendo avaliados com muita irreverência e sem nenhum compromisso com a verdade ou com a imparcialidade. Este é o Controle de Qualidade, com Daniel Aghehost.

 

Orketopus - segunda-feira (13:00 as 15:00)

O programa ORKETOPUS foi criado como um anseio para os desejos pessoais mais ocultos de seu criador, GLAUCO, no objetivo de explanar as possibilidades não só do metal em si, mas em mostrar músicas que signifiquem para o mesmo e abrir a mente daqueles que por uma razão ou outra, ainda não tiveram a experiência de expandir os conhecimentos culturais. Sejam bem vindos à experiência ORKETOPUS...

 

Pagan Blood - segunda-feira (00:00 as 02:00) - quinta-feira (14:00 as 16:00)

\"Pagan Blood\" programa especializado em Viking, Folk, Pagan e Heathen Metal.

 

Satanic Militia Plays Evil - quinta-feira (21:00 as 23:55)

O lado mais extremo do Metal em todas as suas vertentes mais podres e sujas.

 

Para conferir e ver a programação completa acesse: http://www.darkradio.com.br

 

 

sábado, 2 de junho de 2012

Resenha - Exumer e Artillery no II Thrash Assault Festival em Belo Horizonte (01/06/2012)

Antes de tudo essa é a primeira matéria que estou escrevendo para a Dark Radio e quero dizer que é uma honra para mim fazer parte dessa equipe que está sempre contribuindo e fortalecendo o Underground nacional.
No dia 01/06/2012 aconteceu em Belo Horizonte o evento II Thrash Assault Festival, com as bandas Exumer (Alemanha) e Artillery (Dinamarca) e a Dark Radio e War Metal estiveram presentes.
O evento, inicialmente estava marcado para as 21:00, mas, como de costume, só foi começar as 22:30. A meu ver o evento poderia ter começado ao menos as 21:50 e poderia ter participação de alguma banda local para abrir, uma boa pedida seria o Akerbeltz por exemplo, mas, nesse horário subiu ao palco o Artillery, banda essa tradicional na cena dos anos 80 e que retornou a ativa em 2007.
A primeiro momento confesso que me causou um pouco de estranhamento devido ao visual da banda, onde o baixista e um dos guitarristas estava de boné, o baterista também de boné, só que este estava de lado (ao estilo Sergio Malandro rsrs) e o vocalista de capote, visual esse bem diferente do que estamos acostumados a ver e bandas de metal, principalmente em Thrash Metal onde prevalece os cintos de bala, coletes, e pets, mas só visual não diz nada (e poderia ser pior) e quando começaram a tocar mostraram o porque estão de volta e o melhor do Thrash Metal tradicional, a meu ver com uma tendência muito forte ao Heavy Metal devido ao vocal bem puxado à esse estilo e algumas bases também, para que o leitor entenda o que estou dizendo e para ficar mais próximo a nossa realidade, em certos momento me lembrou bastante o Dominus Praelii.
No geral a apresentação do Artillery foi muito foda, a galera curtiu bastante, chegando a abrir moch várias vezes, as 22:50 um solo de guitarra que confesso que fiquei um pouco desconfiado devido aos solos intermináveis que presenciei no show do Manowar, mas esse pelo contrário, foi bem curto e já emendou com uma musica, por volta das 23:00, outro solo, também curto mas nesse o guitarrista tocou até com os dentes, ao fim do show a galera aos gritos de Artillery e a banda retorna ao palco e toca mais uma musica antes de se despedir da capital mineira.
Para mim essa foi a melhor apresentação da noite, a pesar de ter esperado mais da banda, o show foi muito bom.
Pelo que percebi não houve modificação do setlist que a banda tocou em Bueno Aires um dia antes e foi o seguinte:
Intro (Prelude to Madness)
    1. When Death Comes
    2. By Inheritance
    3. Death Is an Illusion
    4. Deeds of Darkness
    5. Mi Sangre (The Blood Song)
    6. 10.000 Devils
    7. The Challenge
    8. Solo de guitarra
    9. Khomaniac
    10. Solo de guitarra
    11. Terror Squad
Encore:
    1. The Almighty
As 00:00 sobe ao palco o Exumer, banda esta também muito tradicional dos anos 80 e que a galera estava na maior expectativa para ouvir seus grandes clássicos e assim que acabou a introdução começaram a grita hey hey, até que entra a bateria e o vocal com seu Thrash Metal também muito tradicional.
Assim como o Artilley, o Exumer também não estava com um visual tradicionalmente Thrash Metal e o baixista careca estava usando uma bandana que sinceramente não entendi, mas depois piorou, pois ao cantar o vocalista fazia a todo momento gestos com a mão ao estilo Rapper (disse que podia ser pior rsr), mas o som estava foda e não deixou nada a desejar para aqueles que esperavam uma noite com muitos clássicos.
Em um certo momento um problema técnico e uma das guitarras sumiu, mas na musica seguinte já foi solucionado.
Em alguns momentos o vocalista conversou com a galera falando da Argentina onde eles tocaram no dia anterior e instigou um pouco a rivalidade já tradicional Brasil e Argentina. A galera foi à loucura quando tocaram a musica I Dare You do álbum novo, a banda também empolgou bastante, tanto que o baterista conseguiu quebrar o pedal, demorou um tempo para conseguirem consertar e enquanto isso o vocalista ficou falando e tentando entreter a galera.
Após algumas musicas a banda sai do palco e retorna após a aclamação da galera e toca mais alguns clássicos.
No geral a apresentação do Exumer também foi muito boa e quem foi esperando ouvir muitos clássicos não se arrependeu.
Acredito também não ter havido alteração do setlist apresentado em Buenos Aires que foi o seguinte:
    1. Winds Of Death
    2. Journey To Oblivion
    3. The Weakest Limb
    4. Fallen Saint
    5. Vermin of the Sky
    6. Sorrows Of The Judgement
    7. A Mortal In Black
    8. A New Morality
    9. I Dare You
    10. Destructive Solution
Encore:
    1. Xiron Darkstar
    2. Fire & Damnation
    3. Possessed By Fire
Nota final – 6,5
Por: Matheus H. Guerra
                http://www.darkradio.com.br

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A banda alemã de Raw Death Metal Warhammer acaba de confirmar que passará por terras brasileiras em novembro.

O Warhammer é um tributo ao Hellhammer. Criado em 1994, a banda sempre se preocupa ao máximo em manter um linha musical na mesma medida da banda ícone. Neste tempo eles gravaram 5 álbuns oficiais, além de demos, splits, singles, compilations e um DVD.

Os produtores interessados em levar o Warhammer para sua cidade entre em contato no email whipstriker@yahoo.com.br

Ainda não temos as datas exatas, mas até o momento sabemos que a banda passará por São Paulo e Belo Horizonte.

Maiores informações em breve.

domingo, 27 de maio de 2012

Release - Exumer e Artillery - Irão tocar no II Thrash Assault Festival em BH

Para prepararmos para o histórico show das bandas Artillery e Exumer em BH estou postando a release das bandas, para quem não conhece saber o que está por vir numa histórica noite de um clássico Thrash Metal.
A banda foi formada em 1982 pelo guitarrista Jørgen Sandau (roadie da banda Mercyful Fate) e pelo baterista Carsten Nielsen. Mais tarde Per Willem Onink (vocalista) e os irmãos Michael Stützer (guitarrista) e Morten Stützer (baixista) juntaram-se a eles.
Ainda naquele ano, em Dezembro, eles gravam a demo We Are Dead e começam a dar os primeiros concertos.
Em Junho de 1983, Onink sai da banda, uma vez que a banda procurava um tipo de voz diferente. Assim, Carsten Lohmann junta-se á banda em Setembro.
No ano seguinte, o Artillery entra nos Ole Erling's Lydstudio para gravarem a demo Shellshock, lançada em Agosto. Em Outubro voltam ao mesmo estúdio, desta vez para a gravação de Deeds of Darkness, também demo.
A banda não estava satisfeita com o trabalho de Lohmann e começaram á procura de outro vocalista, Flemming Rönsdorf foi o escolhido.
Em Janeiro de 1985 é gravada mais uma demo (Fear of Tomorrow). Em Maio voltam ao estúdio e gravam seu primeiro álbum intitulado Fear of Tomorrow. Músicas como "The Almighty", "Time Has Come", "The Eternal War" e "Deeds of Darkness" podem ser consideradas como "carro-chefe" do álbum.
No Verão viajam pela Bélgica e Holanda e, no final do ano, acompanham as bandas Slayer e King Diamond.
Em Setembro do ano seguinte Terror Squad, o segundo álbum da banda, é gravado, porém não é lançado de imediato pois o baixista, Morten Stützer junta-se a Henrik Quaade e formam o Furious Trauma.
Em 1987, Terror Squad foi finalmente apresentado ao público. "The Challenge", "In The Trash" e "Terror Squad" chamam a atenção.
Em 1988 foram convidados para tocarem no Next Stop Soviet programme, sendo a primeira banda estrangeira a actuar na União Soviética. Depois de atuarem algumas vezes na Rússia, alguns fans quebram as regras de segurança e o Artillery é banido por serem considerados uma "influência decadente". Ainda nesse ano o baixista Michael "Romchael" Rasmussen é contratado.
Em 1989 gravaram o compacto/demo Khomaniac (demo), de duas faixas: "Khomaniac" e "Don't Believe". Peter Thorslund tornou-se membro da banda como baixista, e Rasmussen juntou-se a Furious Trauma.
Em 1990 é gravado o terceiro álbum, By Inheritance, o último lançado pela Roadracer Records. Considerado por críticos e pelo público como o melhor álbum da banda. Destaque para "Khomaniac", "Don't Believe", "By Inheiritance", "Bombfood", "Back In The Trash" e "Equal At First".
Michael Stutzer deixou Artillery e reativou a banda Missing Link.
Depois de alguns concertos, Flemming Rönsdorf também deixou a banda, sendo substituído por John Mathiasen.
Em Junho de 1991, a banda tocou no Roskilde Festival e no mesmo ano a demo Mind Factory é gravada, com Quaade na bateria, contudo não chegou a ser lançada. Ainda em 1991, Benny Dallschmidt entrou para o lugar de Quaade na bateria.
No ano seguinte, Mathiasen é substituído por Mickey Finn.
Em 1998, a editora dinamarquesa Mighty Music lança a compilação Deadly Relics, que junta todas as demos, exceto "We Are the Dead".
Depois de um curto período de separação, os "irmãos Stützer" reativam Artillery.
No Verão de 1999 Artillery assina com a Diehard Music e logo depois gravam o quarto álbum, B.A.C.K., que conta com a participação do baterista Per M. Jensen no luga de Carstem Nielsem. Destaca-se as músicas "Cybermind", "WWW", "Violent Breed" e "Final Show". Pouco depois, são convidados para tocarem no Wacken Open Air.
Em Novembro de 2004, a banda dá sinais de vida, ao tocar num pequeno concerto.
A banda resolve retornar, agendando dois concertos no ano 2007, e não descartam a possibilidade de lançar um DVD, o que se concretiza, no lançamento do One Foot In The Grave, Another One In The Thrash.
Em 2009, o Artillery volta a ativa de vez, lançando seu quinto álbum, intitulado When Death Comes Com este álbum, a banda volta a suas origens, porém com um toque inovador. Destaque para "10.000 Devils", "Rise Above It All", "Uniform" e "The End".
No ano de 2011, o Artillery lança mais um álbum de estúdio, o My Blood, seu sexto álbum. Chama atenção pelo contraste feito entre "Ain't Givin' In" e "Thrasher". Destaque para "Mi Sangre (The Blood Song)", "Monster", "End of Eternity" e "The Great".

Exumer é uma banda de Thrash Metal alemã. Causou grande impacto quando surgiu, com músicas características do velho thrash old school, fez sucesso na onda thrash da Alemanha que também contou com Sodom, Destruction, Kreator, Assassin, Living Death, Tankard, Violent Force etc.
Acabou precocemente e sua última formação não contava nem com metade dos membros que iniciaram o Exumer.
Eles separaram-se em 1989.
Em 2012 eles anunciam uma mudança na formação[1] e o lançamento do novo álbum Fire & Damnation

terça-feira, 22 de maio de 2012

RESENHA: NOCTURNAL DEPRESSION / CAUTERIZATION / HURTGEN / INCREDULUS - 30/4/2012 - FOFINHO ROCK BAR - (SÃO PAULO/SP)

Confiram resenha realizada pela Dark Radio do evento que contou com a presença das hordas: NOCTURNAL DEPRESSION / CAUTERIZATION / HURTGEN / INCREDULUS em São Paulo/SP
“Na véspera do dia do trabalho, em uma noite típica paulistana, chuvosa e fria, os headbangers se aglomeram em frente à conhecida e tradicional casa de shows Fofinho para mais uma   celebração ao metal extremo.
Com cerca de uma hora de atraso dá-se início à destruição.
O trio da banda Incredulus, de Minas Gerais, abre a noite com o seu poderoso black metal old school, com letras discorrendo sobre o oculto em português, já demonstrando aos ali presentes que estava por vir.
Na sequência os paranaenses do Hurtgen tomaram o palco com o seu som Black /Death metal empolgando de vez o público. Seu set contou com músicas muito bem executadas, coisa de quem não começou agora. Eles estão na estrada já a algum anos, deram uma parada e retornaram recentemente com força total. Destaque para a ótima performance da banda.
Uma das bandas mais esperadas da noite sobe ao palco, o Cauterization, de Presidente Prudente. O trio conta em sua formação com Jr. Trojillo, baterista da lendária Industrial Noise, Well Moia do baixo e backings e Maysa guitarra e voz. Maysa sintetiza a definição da “bela e a fera”, porém, num mesmo corpo. Ao subir no palco libera uma fera irracional. Quem não conhecia  a banda ficou perplexo ao se dar conta que aqueles urros demoníacos vinham de uma bela mulher.
Se não bastasse o vocal extremo, a bela fera ainda é dona de grande técnica ao empunhar sua(s) guitarra(s), com riffs estarrecedores. Isso junto com o poderoso e pesado som do baixo do Well, seu backing vocal rasgado contrastando com o gutural de Maysa, e a destruidora bateria de Trojillo mostra que o Cauterization está entre as grandes promessas do underground extremo.
Chegada a hora do headliners da noite, que, após um rápido ajuste de som, saíram do palco,  deixando muitos sem entender porque eles subiram ao palco e depois saíram.
Pouco tempo depois retornaram ao palco caracterizados e sendo ovacionados pelo público. Os franceses da banda de depressive black metal Nocturnal Depression, eram esperados há muito tempo pelos fãs brasileiros e finalmente ao tocar no Brasil não deixaram nada a desejar para aqueles que tanto os esperaram.
Com uma performance de palco extraordinária e um som avassalador, mais uma vez, os desavisados que não conheciam a banda foram surpreendidos.
Não há como destacar somente um ou outro na banda, todos são excelentes músicos, Lord Lokhraed, vocal e guitarra da banda, excelente músico que apesar de ser portador de deficiência física, toca seu instrumento com maestria, o que seria impossível para muitos. O baterista que a banda trouxe executou sua função com extremismo e violência.
O baixista e o guitarrista são um show a parte, com excelente performance de palco, não param um segundo. O guitarrista, que também faz vocais em alguns sons,  com sua caracterização,  parece um zumbi, um ser extremo, decadente.
Discorreram por toda a sua discografia, de 2004 ao último full length, de 2011.
Tocam com alma o que falam em suas letras: suicídio... depressão... melancolia... desespero...tudo muito bem sintetizado, exteriorizado através de uma melodia brilhante e comovente.
Foi um show memorável.
Uma noite que os que estavam presentes ali não esquecerão jamais”.

(Texto: Marly Cardoso - Fotos: Cláudio Cardoso)

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Entrevista - Calvary Death

Confiram entrevista com o vocalista Ruddy (R.I.P) realizada por Ben Ami Scopinho para o site Whiplash em 2010
Ainda que nunca houvesse encerrado suas atividades, o mineiro Calvary Deathdemorou 15 longos anos para liberar seu segundo disco. Mas a demora compensou, pois o trio formado por Ruddy Souza (voz e baixo), Roberto Antunes (guitarra) e Marco Túlio (bateria) fez de “Serpent” uma surpreendentes que tornam sua música um tanto quanto singular.
O Whiplash! conversou com Ruddy, que se revelou um headbanger dono de uma respeitosa atitude para com a cena nacional. Nas linhas a seguir o leitor conhecerá um pouco da história deste pioneiro que é o Calvary Death, além de mais informações sobre seu novo disco, que está chegando ao mercado nacional via Cogumelo Records.
Whiplash!: Saudações, pessoal! O Calvary Death é um veterano que começou suas atividades no distante ano de 1987. Era uma época em que o Heavy Metal made in Brazil estava começando a dar seus primeiros passos. Como foi o início de sua trajetória, quando ainda se denominavam Túmulo de Ferro?
Ruddy: Eu vinha da banda Hedam, que montei na minha cidade natal; Roberto e Vinício haviam deixado o Sepulcro aqui em Itaúna. Nos conhecemos e então fizemos o Túmulo de Ferro, juntamente com o batera Cesar. Tivemos um grande impulso na época, pois aqui em Itaúna a cena estava se fortalecendo. Aqui teve um show do Sarcófago, era um baile de formatura e foi uma loucura, pois os formandos, inclusive as mulheres, saíam com seus vestidos longos e brancos pegando fogo, pois no palco havia tochas e fogo para todo lado durante a apresentação. Daí só pôde ter show de Metal no local depois de 10 anos, mas sempre estamos fazendo eventos underground por aqui.
Whiplash!: Em 1993 o Calvary Death saiu de sua cidade natal, Itaúna (MG) para tentar a sorte em São Paulo. Um passo considerável, mas que infelizmente não rendeu os devidos frutos. O que realmente não deu certo na capital paulista?
Ruddy: Quando fui para São Paulo, fui com muita garra, pois sabia das dificuldades da cidade grande. Da banda, foi comigo somente o guitarrista Vinicio, o qual não conseguiu ficar. Passei a ensaiar com o pessoal da banda Messing, o pessoal pegou as músicas rápido, mas o local ficava a umas três horas de Santo André , que é onde eu morava. Tive contato com algumas gravadoras, mas eu já era casado e tinha filhos que estavam em Minas. Foi ficando difícil e acabei voltando para Itaúna, onde moro, próximo a Belo Horizonte.
Whiplash!: De qualquer forma, em 1994 vocês liberaram “Jesus, Intense Weeping”, que teve uma aceitação que alcançou o mercado europeu. Qual a sensação de estrear em disco depois de tanta luta, inclusive sendo uma das primeiras bandas do interior de Minas Gerais a conseguir projeção nacional?
Ruddy: Quando cheguei a Minas eu percebi que, se tivesse a mesma convicção, poderia também achar quem pudesse lançar o que tinha em mãos. O movimento Metal na cidade da época crescia, e encontrei o Tarciso (guitarra), Rogério (baixo) e Mercio (bateria). Assinamos com o selo Cogumelo Records e lançamos o "Jesus, Intense Weeping" em LP, e com poucos dias de lançamento tivemos contato do selo europeu Osmose Records, que gostou e pediu que o fizéssemos em CD. Daí partimos para o estúdio e gravamos cinco faixas bônus e por lá foi relançado em CD. Tudo isto nos foi grandioso, principalmente para mim, que estava amargurado por encontrar muita dificuldade, e ali estava eu, agora relaxando de mais uma tarefa... E muitas outras viriam.
Whiplash!: Como foi dito, “Jesus, Intense Weeping” teve ótima repercussão. Mas o que aconteceu depois disso? Seu próximo registro foi uma demo, que somente chegou ao público em 2001...
Ruddy: Então, quem se propõe a estar numa banda tem que ter garra, e não é isto que acontece com todos. Não são todos que falam a mesma língua durante a jornada, músicos acabam saindo e as composições se atrasam. E morar no interior se torna muito difícil para encontrar substitutos. O tempo passa rápido , por isto o atraso.
Whiplash!: Considerando que seu segundo álbum, “Serpent”, está chegando ao mercado agora, como você define a evolução do Calvary Death como banda? Existem diferenças entre este novo disco e seu antecessor?
Ruddy: Seguimos com o mesmo propósito, mas acaba tendo uma diferença, pois se passaram 15 anos. Existe uma evolução, conhecimentos de estúdio, instrumentos que acabam deixando a música mais rica e definida... O "Serpent" é cru, pesado e brutal; o antecessor é brutal e mais sujo, chegando mais ao Black. Vejo os dois álbuns dentro do propósito da Calvary Death.
Whiplash!: “Serpent”, "World Of Nobody” e "Could Be The Human Race In Fall” são algumas das excelentes canções que fazem parte do repertório do novo álbum. Vocês são amigos de longa data... Como rola o processo de composição?
Ruddy: Somos amigos há longos anos. O Tarciso fez grande parte das músicas do primeiro álbum e também fez no disco novo, "Serpent", mas não tocou nele. Estamos sempre em contato e fazemos músicas, juntos ou individualmente.
Whiplash!: A versão nacional de "Serpent" está chegando ao mercado nacional através da Cogumelo Records. Mas como rolou a transação com o selo norte-americano Relapse Records? Em função disso, há chances de tocarem no exterior?
Ruddy: Então, este contato foi feito pela Cogumelo, que é nosso selo brasileiro . Lá fora tem a Relapse, que também o distribui e tem sido muito bom, pois já estamos tendo respostas positivas do CD. Os brasileiros que adquirem lá, pelo selo Relapse, passam a se comunicar conosco. Então é muito prazeroso ter resposta de seu trabalho também fora de seu país, nos dando a oportunidade até de tocar por lá.
Whiplash!: Falando em shows, em abril vocês tiveram a oportunidade de tocar com o Marduk, banda com muitas histórias e fãs fiéis. Como foi essa experiência ? E a reação do público à música do Calvary Death?
Ruddy: É a segunda vez que estamos tocando com Marduk, pois em 2006 tocamos com a banda em Brasília (DF). Sempre é bom poder estar tocando com bandas maiores, pois é uma experiência tocar com melhor equipamento, a casa sempre é com melhor estrutura e, logicamente, tem um público maior e sempre acontece algo mais especial.
Whiplash!: Vocês ajudaram na construção do underground nacional. O que podem dizer sobre a atual cena da música extrema? Muita coisa mudou desde os anos 80, e parece haver certo conflito entre gerações, em especial no que diz respeito à atitude do público e até mesmo das bandas envolvidas.
Ruddy: Quando se fala de época e atitude com alguém que também acompanhou o crescimento da cena Metal... Hoje falta muito a real atitude de ser Metal. Queremos ver uma cena mais unida, pois o público brasileiro ainda é carente de ídolos, só se lota uma casa de show quando tem banda gringa. É preciso olhar mais para a cena brasileira, que nunca deveu em qualidade às bandas de qualquer parte do mundo. Sei que tem o pessoal que sempre defendeu o underground e sempre esteve firme, mas é preciso de mais produtores que apostem na cena nacional, com ambas as partes trabalhando sério, pois o Metal é uma Arte sincera!
Whiplash!: O Calvary Death ultrapassou sua segunda década com um excelente disco. Quais são os planos para o fututo?
Ruddy: Nosso propósito é manter a banda sempre na ativa, pois, apesar de ter apenas dois álbuns, temos o conhecimento do Metal e o vivemos. Queremos sempre estar compondo e gravando nossas músicas e mostrando aos nossos fãs, que são a nossa grande resposta.
Whiplash!: Ok, pessoal! O Whiplash! agradece pela entrevista. Qualquer coisa que vocês queiram adicionar, vão em frente!
Ruddy: Um grande abraço ao mundo Metal e à cena nacional, que sempre nos dá resposta a cada trabalho realizado. Que o Metal não seja apenas música, mas uma forma de vida para todos. Obrigado pela entrevista e que mais realizações venham a acontecer a todos nós!!!!!!!

Por: Ben Ami Scopinho


sexta-feira, 18 de maio de 2012

Enthring - Banda Finlandesa confirma apresentação com Korpiklaani no Brasil

A banda finlandesa Enthring acaba de confirmar que fará turnê junto com o Korpiklaani no Brasil esse mês.
A confirmação desta banda veio agora em cima da hora, mas, com certeza acrescentou muito à apresentação, que pelo menos em BH tinha somente a banda Dinnamarque como banda de abertura, o que desanimava um pouco, pelo fato dessa banda não ter muito a ver com o Korpiklaani, agora com a confirmação de mais uma banda internacional no mesmo estilo com certeza irão mais pessoas ao show.
Particularmente não conheço o som do Enthring, mas, ouvi falar que é na mesma linha de Turisas e Ensiferum.
De qualquer forma achei aqui um link para Download.
As apresentações do Korpiklaani e Enthring acontecerão nas seguintes cidades:
7 de junho - Tribal Club, Santos/SP - com Claustrofobia
8 de junho - Music Hall, Belo Horizonte/BH (TBC)
9 de junho - Clash Club , São Paulo/SP
10 de junho - Music Hall , Curitiba/PR
12 de junho - TBA, São Paulo/SP

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Incantation e Immolation confirmam show de graça em São José do Rio Preto e mais 4 datas no Brasil

As bandas de Death Metal Incantation e Immolation que confirmaram a algum tempo uma turnê no Brasil para o ano de 2012 agora acaba de confirmar apresentação no evento Avalanche Metalfest que terá entrada gratuita e acontecerá no dia 07/07/2012 em São José do Rio Preto.

Fora os estadunidenses do Incantation e Immolation o evento contará também com mais 18 bandas do estilo de diferentes lugares do país.
Além, dessa data o Incantation e Immolation confirmaram também as seguintes datas para shows no país:
05/07/12 – Curitiba, PR / Local: Hangar Bar
06/07/12 – Belo Horizonte, MG / Local: Music Hall
07/07/12 – São José do Rio Preto, SP / Local: Avalanche Fest
08/07/12 – São Paulo, SP / Local: Hangar 110
09/07/12 – Porto Alegre, RS / Local: Beco

Por: Matheus H. Guerra

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Korpiklaani - Karkelo (2009) - Download

 Músicas:

01 - Vodka
02 - Erämaan Ärjyt
03 - Isku Pitkästä Ilosta
04 - Mettänpeiton Valtiaalle
05 - Juodaan Viinaa
06 - Uniaika
07 - Kultanainen
08 - Bring Us Pints of Beer
09 - Huppiaan Aarre
10 - Vesaisen Sota
11 - Sulasilmä
12 - Kohmelo

Segue ai para Download o CD dessa banda que tocará no Brasil nos dias 08/06/2012 em BH, 09/06/2012 em São Paulo e 10/06/2012 em Curitiba.
Vale a pena baixar para quem não conhece ou conhece pouco ou quem não tem esse CD de 2009.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Korpikaani confirma oficialmente show em BH

A banda de Folk Metal Finlandesa Korpiklaani acaba de confirmar oficialmente presença em BH.
Esta é uma das maiores bandas de Folk Metal da cena mundial e tem tudo para fazer uma apresentação foda em BH depois do cancelamento de quase toda turnê no Brasil em 2009.
Os ingressos estarão a venda nos valores abaixo nas lojas Cogumelo e Patty Songs ou WWW.ticketbrasil.com.br
1° Lote: R$ 40,00 (meia) – R$ 80,00 (inteira)

2° Lote: R$ 50,00 (meia) – R$ 100,00 (inteira)

3° Lote: R$ 60,00 (meia) – R$ 120,00 (inteira)
A meu ver a produção cometeu o mesmo erro do Arkona, colocando uma banda que não tem muito a ver para abrir o show, novamente venho mencionar que em BH temos o Barbarian, que é uma banda de ótima qualidade que deveria estar abrindo este evento.
Espero que desta vez a galera compareça no evento para prestigiar a apresentação desta banda que é muito boa e tem musicas com temas como: Vodka, Beer e Tequila/Caipirinha.